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Zoológico de Nova York apresenta contaminação

Publicações no mundo todo têm veiculado notícias sobre a contaminação de animais pela Covi-19. Em carta publicada na revista científica Nature, em 24 de março, cientistas sugeriram medidas preventivas para evitar a contaminação de animais que recebem visitação. As medidas incluiriam o fechamento de parques nacionais, reservas e zoológicos.

Engana-se quem acha que a transmissão do vírus acontece apenas de animais para os humanos. Uma tigresa que vive no Zoológico do Bronx, em Nova York, foi testada positivo para a Covid-19. Sua irmã, outros dois tigres da montanha e três leões africanos também apresentaram sintomas da doença. Os felinos estão em tratamento e devem se recuperar segundo os veterinários do zoológico. As autoridades de saúde pública do estado americano acreditam que os animais foram contaminados pela exposição a um funcionário assintomático.

Santuário não expõem os animais à visitação

Um santuário de animais como o Animal Care não recebe visitas públicas. Diferente de zoológicos ou parques, as espécies não são expostas ao entretenimento humano. Ao contrário, os que vivem no santuário recebem são acolhidos e cuidados ao longo de suas vidas. São animais resgatados do tráfico e do comércio ilegal que sofreram maus tratos ou foram humanizados demais para retornarem aos seus habitats naturais. A ideia de um santuário é protegê-los de predadores naturais ou novos caçadores.  Os indivíduos são abrigados em recintos adequados de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos ambientais. Com espaço e condições para que possam realizar suas atividades o mais próximo possível da natureza, em segurança.

Crime ambiental

Em todo o mundo, milhares de espécies silvestres correm risco de extinção devido à destruição de seus habitats e a retirada destes da natureza. E o Brasil não está fora dessa realidade. Aqui, todos os anos, cerca de 80 milhões de indivíduos são vítimas de um crime ambiental que movimenta bilhões de reais. Apenas um em cada dez animais traficados consegue sobreviver.

Doenças como a Covid-19 são resultados da ação humana

O novo coronavírus é uma zoonose infecciosa transmitida entre humanos e animais. E essa contaminação é resultado da ação humana.  Pesquisadores ligados ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em 2016, já alertavam para o fato de que a destruição de habitats  naturais, seja pelo tráfico de espécies selvagens, seja pelo desmatamento, poluição ou outras atividades predatórias, pode alastrar a circulação de patógenos como o novo vírus.

Para impedir o surgimento de novas doenças zoonóticas, governos e instituições deveriam investir em ações para combater as diversas ameaças aos ecossistemas e à vida selvagem. E o tráfico de animais silvestres é uma delas.

“Os seres humanos e a natureza fazem parte de um sistema interconectado. A natureza fornece comida, remédios, água, ar e muitos outros benefícios que permitiram às pessoas prosperar”, observa Doreen Robinson, pesquisador do PNUMA.

O relatório do Programa “Fronteiras 2016 sobre questões emergentes de preocupação ambiental” da ONU mostra que as zoonoses ameaçam o desenvolvimento econômico, o bem-estar animal e humano e a integridade do ecossistema.

Por isso, o debate sobre a ação humana predatória contra a fauna silvestre se faz tão necessária para evitarmos o desenvolvimento de novas zoonoses que ponham em risco a vida humana e também a saúde de nossos ecossistemas e todas as vidas neste planeta.

 

Manuella Soares

Comunicação Animal Care

Com informações ciclovivo.com.br

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