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Série expõe crueldade, comércio e reprodução em cativeiro

Um santuário de verdade protege, cuida e não expõe os animais.

 

Há dois meses, a série Tiger King, da plataforma de streaming Netflix, se tornou uma febre em meio ao confinamento global imposto pela pandemia do novo coronavírus. A máfia dos tigres, título da série em português, revelou a crueldade imposta aos animais confinados em zoológicos e um negócio que envolve de milhões de dólares com a exposição e venda de animais exóticos.

Nos dez primeiros dias de lançamento nos Estados Unidos, mais de 34 milhões de pessoas assistiram à trama documental que apresenta a trajetória do bizarro Joseph Maldonado-Passage, dono de um zoológico de grandes felinos e acusado de encomendar o assassinato de Carole Baskin, uma ativista da causa animal. O número de visualizações da série já bateu a casa dos 64 milhões em todo o mundo.

Para além do espetáculo de insanidades, a imensa audiência pode revelar o interesse da sociedade sobre temas que envolvem o comércio ilegal de espécies não domésticas e indústria do entretenimento animal. A série denuncia um número assustador: nos EUA, cerca de sete mil tigres vivem em cativeiro enquanto apenas quatro mil, no mundo, estão em seus habitats naturais. Isso acontece não só com os grandes felinos, mas com várias outras espécies silvestres (ou selvagens).

O documentário Tiger King pode ser uma boa oportunidade para o debate sobre a função dos zoológicos que se tornaram, na verdade, espaços de confinamento e tortura. Muitos animais são humanizados de forma irreversível o que os torna incapazes de retornar a seus ambientes.

Na série, a ativista Carole também mantém uma instituição que acaba se mostrando parecida com um zoológico.  Apesar de não tratar mal, no local, eles também são submetidos à exposição pública, o que pode provocar grande estresse e danos emocionais. No caso dos zoológicos, a situação é muito mais perversa.  Maus tratos, superlotação, a solidão e privação são denunciadas ao longo de todos os capítulos de Tiger King.

Os donos de zoológicos na maioria das vezes alegam estar educando as pessoas sobre a importância das espécies, mas quase sempre o interesse é lucrar com a exposição a visitantes que apenas passeiam por fora das jaulas se divertindo e tirando selfies às custas do sofrimento dos animais. Nos EUA, um guia acompanhou mais de 700 visitantes em um zoológico e descobriu que “não importava o que estava em cativeiro … as pessoas apenas olhavam para o animal como se fosse apenas um pedaço de papel”.

Muitos zoológicos mantêm recintos muito pequenos, não há uma dieta adequada para cada espécie e suas necessidades naturais raramente são atendidas. “Por exemplo, os pássaros têm suas asas cortadas porque não podem voar dentro de zoológicos, os animais aquáticos geralmente não têm água suficiente e muitos animais que vivem naturalmente em grandes bandos”, relata artigo  publicado pela Anima Naturalis, uma instituição de proteção que atua na Espanha e em alguns países da América Latina.

Sem exposição nem reprodução

Mas muitos ainda perguntam qual a diferença entre um zoológico e um santuário de animais. Dependendo do comprometimento de seus patrocinadores, é total. A primeira é que não há visitação aberta ao público. Isso garante a tranquilidade e paz necessárias ao bem estar deles. Outra diferença são as amplas dimensões dos recintos de um santuário. Apesar de também serem necessários, esses espaços servem de proteção e abrigo e não para confinamento.

O santuário de animais silvestres Animal Care é um exemplo de uma instituição que zela pela qualidade de vida dos acolhidos. Desde a alimentação até os cuidados com a higiene, tamanho dos recintos e acompanhamento veterinário, o mantendeouro obedece a todos os requisitos de manejo determinado pelos órgãos ambientais.

Em meio à uma Área de Proteção Ambiental (APA), na Mata Atlântica fluminense, na região de Angra dos Reis (RJ), o Animal Care oferece abrigo a primatas e aves de várias espécies. Para o mantenedouro são encaminhados aqueles que sofreram maus tratos ou que foram vítimas do tráfico e do comércio ilegal e perderam a capacidade de sobrevivência na natureza. A avaliação dessa condição é feita por especialistas da área.

Aqui, nós zelamos pela vida desses seres até o fim de suas vidas. Diferente de outras instituições, não é permitida a reprodução e todos recebem visitas periódicas de profissionais veterinário e zootécnico. Nossa missão é acolher e garantir a segurança de espécies cobiçadas por caçadores como macacos-prego, araras, tucanos e outros mamíferos e aves. Para que possam viver em contato com seus pares em um ambiente o mais próximo possível da natureza sem que se tornem vulneráveis.

Manuella Soares

Comunicação Animal Care

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