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Para algumas espécies de aves, Carnaval é sinônimo de tortura

O Carnaval está chegando. Dias de festa, de brilhar com muitas cores, luxo e alegria. Mas nem tudo são glitters… Ao contrário, por trás de toda essa empolgação, há uma verdadeira indústria de sofrimento animal. As centenas de fantasias que atravessam as avenidas são feitas com milhares de penas de aves, exóticas ou não, como faisão, avestruz, pavão, gansos e até patos. Espécies da fauna brasileira, como a arara azul, também são utilizadas.
A cada ano, 25 toneladas de plumagem são retiradas desses animais só para atender a demanda do carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo. O preço por quilo pode chegar a R$ 2.500, dependendo da espécie. Cada escola do grupo especial usa, por ano, por volta de 70 a 150kg de penas.
Após a extração, leia-se “tortura”, as aves ficam expostas a infecções e queimaduras. Algumas chegam a viver 40 anos sendo mal tratadas. África do Sul, China e Índia são os principais produtores e o Brasil é um dos principais importadores.
O sofrimento imputado a esses animais é medieval. Uma das técnicas mais comuns é segurar a pata da ave e arrancar a plumagem como se fosse um zíper. Outra é prender o animal pelo pescoço enquanto as penas são arrancadas uma a uma. Um processo extremamente doloroso que provoca lesões e fraturas, além de toda a agonia.

Abaixo-assinado
Em 2016, na plataforma change.org, foi criado um abaixo-assinado para que os carnavalescos substituam a plumagem animal por produtos sintéticos. Até o último dia 12 de janeiro, o manifesto contava com mais de 243 mil assinaturas. O objetivo dos proponentes é chegar a 300 mil, o que seria ótimo se acontecesse ainda antes dos desfiles deste ano.

Em 2019, o deputado federal Célio Studart (PV-CE) apresentou à Câmara dos Deputados o PL 1097/2019 que proíbe a utilização de penas e plumas de origem animal para a produção de fantasias e alegorias. Pelo projeto, as agremiações carnavalescas deverão utilizar materiais sintéticos, de produção exclusivamente industrial. O PL determina ainda que o Poder Público deve estabelecer incentivos para a substituição. Se aprovada, as multas para quem infringir a nova legislação poderão chegar a 2 milhões de reais.
O projeto está na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara (CDEICS), sob a relatoria do deputado Otaci Nascimento (Solidariedade-RR) e aguarda parecer, desde abril do ano passado.
Imprensa Animal Care

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