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China proíbe comércio de animais silvestres após epidemia

No Brasil, retirar da natureza e comercializar animais da fauna silvestre é proibido. Mantenedouros como o Santuário Animal Care, em Angra dos Reis, acolhem vítimas desse crime ambiental

Por conta da epidemia do novo coronavírus, que já infectou mais de 8 mil pessoas na China, o governo chinês decretou a proibição temporária do comércio de animais silvestres. O país contabiliza mais de 200 mortes. O vírus já se manifestou em 18 outros países, incluindo EUA, Alemanha, França e Japão. No Brasil, até o momento, nove pessoas estão sendo monitoradas com suspeita de terem contraído o vírus, mas nenhum caso foi confirmado.

Embora a origem do coronavírus ainda seja desconhecida, cientistas acreditam que a transmissão possa ter ocorrido através do contato humano com animais silvestres, como cobras e camelos infectados por morcegos, que seriam os vetores originais da doença.
O contágio humano com o novo vírus pode ter acontecido em um mercado na província chinesa de Wuhan, em que os comerciantes vendiam centenas de animais para consumo.

Com o surto, o governo chinês sofre grande pressão da sociedade, que exige a proibição da venda de espécies silvestres. Há 17 anos, os chineses tiveram que lidar com outro vírus letal, o Sars, que também teve como transmissores animais vendidos ilegalmente. Na China ainda há uma forte cultura do consumo alimentar de animais silvestres, incluindo mamífero, peixes e répteis.

#rejectgamemeat

Mundialmente, o movimento pelo bem-estar animal vem crescendo e ganhando adeptos em todos os setores da sociedade, e também aqui no Brasil. Uma campanha contra o comércio ilegal promovida pela a plataforma chinesa Weibo conquistou 45 milhões de visualizações com o hashtag #rejectgamemeat (até sexta, 31 de janeiro).

Tráfico e comércio ilegal são proibidos no Brasil

No Brasil, o tráfico de animais silvestres é crime e o comércio de animais retirados da natureza proibido. Em algumas localidades nas regiões Norte e Nordeste, no entanto, a caça de animais silvestres para consumo, como tamanduás, porcos selvagens, cervos e roedores não é um fenômeno incomum. Mas, o volume do tráfico de animais silvestres no nosso país é majoritariamente direcionado à venda para domesticação, exposição e atividades de biopirataria.

O sofrimento causado a essas espécies é brutal. Atualmente, cerca de 38 milhões de animais são retirados da natureza todos os anos, em território brasileiro. Desses, apenas 4 milhões sobrevivem. Muitas das vítimas resgatadas são avaliadas pelos órgãos ambientais como impossibilitadas de retornar aos seus ambientes, devido a sequelas decorrentes de maus tratos ou humanização.

Mantenedouros acolhem sobreviventes

O Santuário Animal Care, localizado no município de Angra dos Reis, é uma das instituições no país, e a única no Estado do Rio de Janeiro, que tem autorização dos órgãos competentes para abrigar sobreviventes desse crime ambiental. Atualmente, o mantenedouro tem capacidade para receber aves e primatas, além de outros mamíferos.

Mas o custo de manutenção de uma estrutura que garanta a eles a melhor qualidade de vida – o que inclui dieta adequada, cuidados veterinários, acompanhamento zootécnico e recintos amplos com ambientação mais próxima possível do ambiente natural -, não é baixo. O custo mensal apenas para a alimentação de um macaco-prego, por exemplo, é de 162 reais.  Por esse motivo a entidade, que é uma instituição privada, depende de doações de pessoas e empresas comprometidas com a causa da preservação da fauna silvestre.

Imprensa Animal Care

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