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Animais podem experimentar emoções de forma consciente

Ao contrário do que costumamos pensar, os animais não têm apenas sensações físicas. Segundo especialistas, há fortes razões para se afirmar que muitos animais não humanos são capazes de vivenciar os acontecimentos de uma forma consciente. Tanto um carinho como um mau trato serão sentidos pelo animal não apenas como uma sensação de afago ou dor, mas também emocional.

O reconhecimento da senciência animal está cada vez mais forte na sociedade. Vários países, inclusive o Brasil, já possuem leis de proteção aos animais, criminalizando maus tratos e concedendo estatutos jurídicos especiais para esses seres.

De acordo com a professora de Clínica de Comportamento Animal e Diretora Científica do Instituto de Saúde e Psicologia Animal (INSPA), Ceres Berger Faraco, “os animais têm consciência sobre si mesmos. Eles experimentam estados de prazer e de sofrimentos e tem noção de sua interação com o meio ambiente e outros seres vivos”.

No caso do tráfico de animais silvestres que encarcera e comercializa milhares de espécies, os efeitos dessa atividade para os bichos são apavorantes. Dos que sobrevivem, muitos são encontrados com o estado de saúde gravemente comprometido. Para além das sequelas físicas mais evidentes, segundo a pesquisadora, as vítimas têm um índice elevado de transtornos psicossomáticos, como gastrite e doenças crônicas de pele. “Muitos, durante esse encarceramento, sofrem de estresse térmico, ou seja, a temperatura inadequada os impossibilita de manter a termorregulação”.

Os animais traficados sofrem emoções negativas como medo ou ansiedade. Os sons das feiras ilegais onde são comercializados, o desconhecimento de seu destino, o confinamento e a exposição têm consequências devastadoras física e psiquicamente, segundo Ceres.

Nossa sociedade ainda mantém a cultura de “domesticar” animais silvestres, especialmente aves e pequenos primatas. A pesquisadora explica que um animal que vive por longo período longe de indivíduos da própria espécie e das condições ambientais adequadas adquirem dificuldades para se defenderem de predadores e ainda para se comunicar com os seus pares, caso retornem ao ambiente natural.

“Como estão fora de seu ambiente natural, são inábeis para se comunicar e desconhecem sinais, cheiros, rituais, cuidados e, frequentemente, apresentam graves distúrbios de comportamento. Significa que ficam impossibilitados de expressar seus comportamentos naturais na plenitude”.

Santuários, lugares de proteção

Ceres acredita que um santuário de animais silvestres pode contribuir com a saúde física e psicológica de animais resgatados que não têm condições de retornar à natureza. “O santuário contribui para o bem-estar dos animais resgatados por razões éticas, humanitárias e por assegurar as condições de bem-estar essenciais através dos melhores padrões possíveis de qualidade de vida para os animais abrigados”.

O santuário Animal Care busca proporcionar a qualidade de vida a esses animais desgastados física e psicologicamente. Como orienta a professora, a equipe do Animal Care respeita e estimula as emoções positivas dos animais, garantindo sua integridade física, oferecendo carinho, aconchego e os abrigando em viveiros amplos para que possam exercitar suas atividades da forma mais próxima do que fariam nas matas.

A compreensão sobre a senciência animal e a necessidade de garantir o bem-estar nos impõem o compromisso de mudar o olhar e as atitudes em relação aos seres não humanos. “Hoje não é mais possível negar a imensa extensão do impacto humano sobre a qualidade de vida e saúde dos animais não humanos e o quanto nossa desastrosa atitude tem sido fator de dores e sofrimento para eles. Assegurar todas as formas de vida depende do respeito e cuidado com o meio ambiente”, conclui a pesquisadora.

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