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Ambientalistas pedem fim do tráfico de silvestres como prevenção a futuras pandemias

#medeixaserselvagem

Nesses dias 20 e 21 de novembro acontece a cúpula dos 20 países mais ricos do planeta, o chamado G20. Na décima quinta reunião anual do grupo, o tema do combate ao tráfico de animais silvestres estará na pauta do evento, juntamente com  a busca de soluções para o aquecimento global, desmatamento, queimadas e outros problemas ambientais. A campanha #medeixaserselvagem, liderada pela organização internacional Word Animal Protection (WAP), contou com apoio de diversas entidades e cidadãos brasileiros, que assinaram seu manifesto, entre elas, o Santuário de Animais Silvestres Animal Care.
Ambientalistas, ativistas, pesquisadores e defensores da fauna silvestres se engajaram e querem chamar a atenção das lideranças internacionais para o tráfico de animais selvagens. Além do efeito sobre o meio ambiente, o tráfico de animais afeta todas as populações do planeta, a exemplo do que acontece hoje com a pandemia da Covid-19. Vale lembrar que o contágio teve início com a ingestão de um humano da carne de um pangolim, espécie silvestre encontrada em regiões da Ásia e África, que é uma das mais comercializadas nessas regiões.
Covid-19 deu visibilidade ao problema
O objetivo da campanha #medeixaserselvagem é pressionar as autoridades das principais nações a desenvolverem ações de combate e banimento do comércio de animais silvestres e suas consequências ambientais, como a pandemia do novo Corona. “Essa relação do vírus que desencadeou a pandemia com o comércio de animais silvestres impulsionou o desenvolvimento dessa campanha que visa pedir o banimento total do comércio de animais silvestres, tanto para o comércio interno como na relação comercial entre os países”, destaca o representante da WAP Maurício Forlani, gerente de campanhas da filial brasileira da Ong.
Ambientalistas querem que Brasil leve tema ao G20
A organização encaminhou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, uma solicitação para inserir na agenda da reunião do G20 o tema do comércio de animais silvestres como estratégia de combate a futuras pandemias e seus impactos econômicos e sociais. A carta encaminhada ao ministro foi assinada por 42 associações “que representam milhões de pessoas que estão pedindo para que o governo olhe para esse assunto de uma forma estratégica pensando em uma prevenção.”, diz Maurício
“Essa pandemia trouxe um estrago para a economia, para a saúde pública e para o nosso bem estar, não só dos animais, mas do meu, seu, de todo mundo que está em casa sem poder sair, com medo… há várias  esferas do bem estar das pessoas que foram atacadas por essa pandemia. O problema da pandemia não tem que ser visto como meramente ambiental. Tem que ser visto como uma prevenção para futuros colapsos econômicos. Se tivermos uma pandemia daqui a 10, 15 anos e que seja pior que essa, o que vai acontecer?”, questiona.
Combate ao tráfico de animais é estratégia econômica
A equipe do Animal Care acredita que o combate ao tráfico de silvestres é uma bandeira prioritária a ser encampada por todos os que se interessam pela saúde ambiental e econômica mundial que, até o momento, gastou entre nove a 15 trilhões de dólares no combate aos efeitos econômicos que atingiram não só governos, mas diversos setores da economia. Segundo especialistas, uma política global de prevenção a futuras crises sanitárias através de um fundo para o combate do tráfico silvestre representaria apenas 2% do que vem sendo gasto para reerguer as economias mundiais nesse momento.
Manuella Soares
Comunicação Animal Care
Com informações da Agência Rfi.fr

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